A ACV, realizada de forma independente pela CarbonMinds e revisada criticamente pela TÜV, analisou o impacto ambiental da produção de 1 kg de copolímero EVA sem embalagem, do início da produção até a saída da fábrica (cradle-to-gate). O estudo comparou o EVA convencional de origem fóssil com o EVA produzido por meio de captura e utilização de carbono (CCU, na sigla em inglês), utilizando duas abordagens diferentes de contabilização:
- EVA convencional de origem fóssil (Caminho 1): o impacto na mudança climática é de 3,12 kg de CO2eq por kg de EVA.
- EVA à base de emissões de carbono capturadas - Abordagem de crédito (Caminho 2a): o impacto é de 0,4997 kg de CO2eq por kg de EVA. Este é o nosso cálculo principal, alinhado às diretrizes “Together for Sustainability” (TfS) do setor. Essa abordagem reflete um modelo de economia circular ao conceder um “crédito” pelo uso do carbono capturado, que representa o benefício de evitar essa emissão. O resultado é uma redução modelada de aproximadamente 84% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação ao processo fóssil.
- EVA à base de emissões de carbono capturadas - Abordagem de corte (Caminho 2b): O impacto é de 4,32 kg de CO2eq por kg de EVA. Nessa abordagem, o carbono capturado é tratado como uma matéria-prima de impacto zero, mas não recebe crédito pelo seu uso. Por isso, a pegada de carbono é maior, pois contabiliza a energia necessária para capturar e converter o CO₂ sem considerar as emissões evitadas.
Os resultados são baseados em um modelo de avaliação do ciclo de vida e representam o desempenho ambiental potencial do material, não devendo ser interpretados como reduções verificadas diretamente ao nível do produto final. A ACV completa e as revisões críticas da TÜV estão disponíveis aqui e aqui.